mab

No dia 11 de novembro de 2017 milhares de pessoas fizeram um caminhada na cidade de Correntina, considerada como a maior manifestação já realizada na região Oeste da Bahia,  em defesas das águas, dos territórios tradicionais do Cerrado e em apoio a população do município que realizaram um ato de protesto contra o abuso das águas em duas fazenda no Distrito do Rosário.

Os acontecimentos em Correntina tocaram em pontos importantes da realidade agrária e hídrica da região, chamando as representações públicas para um novo debate, mostrando a realidade, e denunciado o descaso histórico no município de Correntina e em todo Oeste. No entanto, não foi isso que aconteceu, afirmam as representações que protestaram com cartazes e faixas tentando chamar a atenção das autoridades no fim da tarde desta sexta-feira(02), na visita que o Governador fez no município de São Félix do Coribe para assinar a ordem de serviço de recuperação da BA 172.

rui não defeden o rio

O site Notícias da Lapa acompanhou o evento e conversou com o grupo, representações da população de Correntina e de outros municípios vizinhos. “A principal reivindicação que trazemos aqui hoje, é que até agora o governador não deu importância para os acontecimentos. Sendo que o município lidera o histórico de conflitos agrários e do uso dá água na Bahia. Diante dos fatos, não tem dado nenhuma posição e importância para o que aconteceu e está acontecendo no município de Correntina, dos conflitos pelas águas, e com relação ao conflito de grilagem do território das comunidades tradicionais”, disse.

Falam que depois que a população se organizou, e todo Oeste  viu que o povo lutava por algo justo, a defesa das águas, e em vez do Governo ouvir o povo, com respeito, e buscar entender o que estava acontecendo de verdade, mandou aproximadamente 100 policiais para o município. “Toda população ficou assutada, parecia que a cidade estava em guerra, ninguém tinha visto tanto policial assim. A população até hoje busca entender; estava no nosso lugar, defendendo o que é nosso, não eramos terroristas”, pontuou.

“Depois do povo de Correntina pedir socorro de várias formas,  chegar ao ponto do desespero, entrar em uma fazenda, fazer um ato, fazer audiências, o governador vem na região e em nenhum momento abre brecha para ouvir o povo.  Desde novembro a população solicitou audiência com ele, solicitou uma ida em Salvador para conversar sobre a situação, e em nenhum momento ele se colocou à disposição para receber a população. Vem na região, em dois dias de antecedência, vai pernoitar aqui em Santa Maria da Vitória, e em nenhum momento abriu na agenda um tempo para a população de Correntina está presente e nem para ouvir as representações sobre os problemas vivenciados pelo povo”, frisou outra representação.

O grupo coloca que mesmo depois do Ministério Público(MP) ter realizado uma audiência pública no dia 1º de novembro de 2017 na cidade de Correntina, onde ouviu a população e apresentou toda realidade vivenciada pelo povo, o governo da Bahia continua querendo criminalizar representações do município, em função da ação promovida pela população no dia 02 de novembro em defesa das águas.  “Até agora nada foi feito de fato, o que percebemos é que ele quer criminalizar as pessoas, já ouviram mais de trinta representações, que o foi o papel que o governador falou em público em rede de televisão, que tem que achar os culpados. Sendo que foi uma ação social, foi uma indignação da população por conta de medidas que o estado nunca tomou em relação aos rios, não só do arrojado como todos os rios da região oeste. Até agora tem apenas uma posição do MP, que o governador pediu um prazo de três meses para dá um retorno, mais até agora não tem resolvido”, finalizou.

Compartilhe à Vontade

QUER COMENTAR?

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui