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O gerente do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III) de Bom Jesus da Lapa João Paulo Oliveira a usou a tribuna livre da Câmara de Vereadores na sessão desta terça-feira(03) para falar sobre as campanhas que institui Janeiro Banco e Setembro Amarelo, bem como o papel, perspectivas atuais e futuras do CAPS III e do CAPS AD III, ambos em fase conclusão na cidade.

João Paulo Oliveira que é psicólogo (FCA), especialista em Saúde Mental Coletiva (UNIRUY/WYDEN), mestrando em Família na Sociedade Contemporânea (UCSAL/BA), palestrante e pesquisador destacou que era com muita alegria e imbuído de um sentimento genuíno de espírito público que usava pela primeira vez a tribuna da Casa para falar do que ele mais ama e que tanto se dedicou na vida pública, acadêmica e no setor privado: a saúde mental. João Paulo Oliveira lembrou que, após concluir os estudos retornou à sua cidade Natal, no propósito de ajudar o município na elaboração, execução e coordenação nos equipamentos de saúde, “o CAPS III e o CAPS AD III”.

” O momento é especial e desafiador para a nossa cidade: especial porque trata-se de dois equipamentos em saúde que projetarão Lapa as instancias estaduais de cuidado a portadores de transtornos mentais e desafiador pois são instituições complexas dada a dinamicidade de suas práticas. Por esta razão, aceitei o convite desafiador de aqui estar e conduzir estes equipamentos. Mas, pensar em saúde mental é ir além do trabalho ambulatorial, é sair dos nossos gabinetes e fazer das ruas o melhor ambiente/gabinete, é possibilitar ao outro, o mesmo cuidado que gostaríamos de ter, caso possuíssemos este ou aquele transtorno mental. Por essa razão, aceitei o convite, também desafiador, de aqui estar e conduzir esses equipamentos. Mas, pensar em saúde mental, é ir além do trabalho ambulatórial, é sair do nosso gabinete e fazer das ruas o nosso melhor ambiente, o nosso melhor gabinete. “

Acrescentou: “É no CAPS, senhores vereadores, que a manifestação da dita “loucura” são trazidas a luz, é no CAPS em que o sofrimento psíquico grave, persistente, recorrente se apresenta na sua mais completa acepção e lá, ao invés de serem enjaulados em porões como ocorriam a relativo tempo nas Santas Casas de Misericórdia tem, hoje, a sua individualidade respeitada, a sua autonomia devolvida, buscando a ressocialização almejada.” disse o psicólogo e gerente do CAPS III.

João Paulo Oliveira frisou que somos todos cidadãos, independente da nossa condição psíquica. E que a mudança do CAPS modalidade I para CAPS III, representa maiores condições de atendimento. “Cerca de 50 atendimentos por turno, 100 por dia. O que representa cerca de 3.000 atendimentos/mês e projetamos cerca de 3.500 a 5.000 ações/mês. Contaremos com dois psiquiatras, atendimentos em psicologia, assistencial social, enfermagem e outras especialidades. Inúmeras atividades que vão desde educação física, atividades pedagógicas á oficinas que possibilitem ao indivíduo a substituição de atos inertes para a ação em prol do seu próprio desenvolvimento pessoal.”, disse.

Ele sinalizou que a unidade do CAPS III funcionará 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana. A unidade contará com o acolhimento noturno para leitos de repouso e observação para casos que sejam considerados de crise, e que a assistência e o acolhimento humanos serão os norteadores dos serviços. ” O acolhimento noturno, não significa internamento psiquiátrico tendo em vista que permanência de um(a) mesmo(a) usuário(a) no acolhimento noturno do CAPS III fica limitada, por força de portaria, a 07 (sete) dias corridos ou 10 (dez) dias intercalados em um período de 30 (trinta) dias. Não significa, senhoras e senhores, ainda como local para abrigamento de adultos ou idosos, assim como demandas exclusivamente sociais, sejam elas quais forem. O acolhimento noturno será regido por um protocolo interno capaz de evitar a higinienismo das cidades ou modelo asilar/hospitalocentrico.”, pontuou João Paulo Oliveira.

“O CAPS II Senhoras e senhores, é um serviço de caráter regional, pois atenderemos Bom Jesus da Lapa e mais 12 cidades da região, sendo: Canápolis, Cocos, Coribe, Correntina, Feira da Mata, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Serra Dourada e Sítio do Mato”.

O Gerente do Centro de Atenção Psicossocial(CAPS III) afirmou que o CAPS de Bom Jesus da Lapa deu um salto na gestão do atual prefeito Eures Ribeiro, que iniciou com a proposta protocolada no Ministério da Saúde em 2016, quando o projeto começou a se concretizar. ” São R$2.000.000,00 (dois milhões) de reais investidos na área, R$1.000.000,00 em cada unidade. Um projeto economicamente viável e seu projeto arquitetônico sustentável. Acredito, pessoalmente, que somente um filho da terra teria total desprendimento e capacidade de gerir tal recurso ao investir esse montante numa área tão salutar e ao mesmo tempo carente de investimentos, seria Eures Ribeiro e não poderia deixar de sê-lo.”, disse.

Ele agradeceu o apoio da Gestão Municipal através da Secretaria Municipal de Saúde pela tecnicidade adotada pelo Secretário Marcélio Magno e pela Diretora da Atenção Especializada Claudiana Correia de Jesus Candeias, que tem fortalecido a equipe do CAPS e as ações no Município. João Paulo Oliveira também agradeceu o apoio da Câmara, que tem aprovado projetos, e se colocado sempre a disposição para aprovação das leis que beneficiam a saúde pública local. Solicitou que os membros das comissões para que emitam seus pareceres positivamente e votem a favor da oficialização das Campanhas Janeiro Branco e Setembro Amarelo.

“A campanha Janeiro Branco, que já é lei na maioria das cidades do Brasil, regular para o mês de janeiro a campanha. Em Bom Jesus da Lapa ocupar espaços públicos, estatais, repartições, escolas municipais ou privadas. Instituições sociais, filantrópicas, religiosas, no sentido de suscitar a discussão sobre a necessidade de se falar sobre a saúde mental e emocional, no cultivo de hábitos saudáveis e de qualidade de vida. Nessa esteira, o Setembro Amarelo segue o mesmo objetivo, estabelecendo como o mês de setembro o período da campanha e o dia 10 de setembro como o dia D, que objetiva a realizações de ações que resultem, em especial reflexão acerca do real sentido da vida, da sua valorização e do fortalecimento dos vínculos familiares e sociais. Além de, pedagogicamente, expor em edificações públicas a cor amarela, que é a cor vinculada a campanha. Bem como, a exposição e o uso de fita amarela pelo servidores do poder executivo e legislativo”, finalizou.

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