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O que o tcheco Franz Kafka diria do Brasil? Que se trata de um país criado por André Breton, costurado pelo realismo mágico e desenhado por Salvador Dalí. Só o surrealismo e o realismo mágico certamente podem explicar os motivos reais de Adélio Bispo ter esfaqueado Jair Bolsonaro, na época candidato à Presidência da República. Na falta de Gabriel García Márquez, com a ficção iluminando a realidade, a Polícia Federal correu atrás dos fatos, que são quase ficcionais: quem, afinal, pagou o advogado de Adélio Bispo? Não foi um pastor (nem um padre), diga-se.

Lauro Jardim, colunista de “O Globo”, no domingo, 23, publica uma nota, com o título de “A surpreendente descoberta da PF sobre quem pagou o advogado de Adélio”. O jornal nota que o presidente Jair Bolsonaro não aceita a conclusão da Justiça de que Adélio Bispo é inimputável. “Jogadinha de ser maluco”, afirma Bolsonaro. Pois, segundo “O Globo”, o presidente vai ficar “maluco” com a conclusão da Polícia Federal sobre quem, de fato, pagou o advogado que fez a defesa de Adélio Bispo.

“Zanone [Júnior] sustentou desde o início que o dinheiro para defender Adélio lhe foi dado por ‘um religioso de Montes Claros (MG)’, que não queria aparecer. Só que a investigação da PF, em fase final, aponta para uma novidade: ninguém pagou pela defesa. O advogado resolveu assumir o caso de graça e inventou uma história”, assinala Lauro Jardim. Por quê? “A motivação foi a mesma que o levou a defender gratuitamente Bola, o ex-policial que se envolveu no caso do goleiro Bruno. Zanone queria faturar com os holofotes de um caso supermidiático.”

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