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Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado tem papel central na distribuição das águas que abastecem boa parte do Brasil. É nele que nascem vários dos rios que integram seis das principais bacias hidrográficas brasileiras – Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica -, e mais de cem espécies diferentes de frutas, das quais apenas 40 são exploradas comercialmente.
O equilíbrio desse ecossistema, contudo, está ameaçado pelo avanço da agricultura em larga escala, que em 2015 teve uma taxa de desmatamento  de 52% supeirior à detectada na Amazônia.

De acordo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 20% das espécies de plantas e animais exclusivas ao bioma já foram extintas, e ao menos 137 espécies de animais da região correm o risco de desaparecer.

“A gente não tem mais aquele habitat natural, porque esse tipo de vegetação deu lugar às lavouras: à soja, ao milho, ao feijão, ao arroz – e eles não têm a mesma função ecológica do Cerrado”, alerta Mauro Alves de Araujo, técnico agrícola especializado na identificação de espécies vegetais.

Os dados apresentados pelos órgãos oficias não é nenhuma novidade para  as populações geraizeiras da região do Oeste da Bahia, no município de Correntina, que lutam em defesa das águas e do território há mais de 30 anos. E não representa a verdadeira realidade do bioma, segundo as representações sociais. Com informações da BBC.

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