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Sob risco de ficar isolado na presidencial, Michel Temer decidiu fazer gestos públicos aos principais atores de seu bloco político para tentar recuperar influência na construção das alianças da próxima eleição.
Nos últimos dias, o Planalto deu sinais de reaproximação com (PSDB), enquanto apresentou restrições a uma possível candidatura de (DEM).
A ideia original de Temer e seus auxiliares era organizar, em parceria com Maia, uma coalizão única dos partidos governistas. Esse grupo lançaria um candidato para defender a gestão do presidente e disputar com o tucano o eleitorado localizado mais ao centro do espectro político.
Os principais ministros de Temer estavam incomodados, desde o fim do ano passado, com o fato de Alckmin ter acelerado as negociações com parte dessas siglas de maneira isolada, minando a unidade do bloco.
Além disso, os aliados do presidente acreditavam que os movimentos de Maia para tentar viabilizar uma candidatura majoritária reduziriam o protagonismo de Temer como líder dessa aliança.
Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, na quarta-feira (10), Temer tentou recuperar essa posição para as negociações que se darão nos próximos meses.

Fonte: Folha de S.Paulo