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Emmanoel Wallace Gouveia, de 11 anos, foi premiado na Olimpíada de Matemática — Foto: Alan Tiago Alves/G1

O que para muitos é uma disciplina difícil, para Emmanoel Wallace Gouveia,  11 anos, é uma das aulas preferidas. O estudante do 8ª ano da escola municipal, da cidade de Feira da Mata, oeste da Bahia, retornou ontem (9) da viagem que fez à Capital do Estado para buscar a medalha de ouro, conquistada na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2018. O encontro de medalhistas ocorreu na última segunda-feira (8) e reuniu diversas autoridades nacionais em Salvador para a premiação.

O medalhista é filho de Policial Militar da 38ª CIPM (Soldado Ediberto Evagelista Batista),  e participou da olimpíada pela primeira vez em 2018. Emannoel não esconde a emoção pela premiação conquistada.

Ele fez questão de viajar cerca de 960 quilômetros, de casa até a capital baiana, para participar da premiação – só tinha ido a salvador uma vez, quando era criança, levado pela mãe para conhecer o mar.

“Fiz a primeira vez a olimpíada no ano passado. Eu estava no 6º ano, fiz a primeira fase sem ter me preparado previamente, porque não fomos avisados que ia ter a prova. Foi uma surpresa porque eles não avisaram com antecedência. Não tinha nenhum cartaz. Descobri no dia, fiz a prova, que foi super legal, questões muito lúdicas. Depois, eu percebi que tinha passado para a segunda fase. Então, decidi me dedicar, estudar pela internet, e fiquei em primeiro”, destaca.

O gosto pelos estudos, conta o jovem, vem de muito cedo e ele sempre teve o apoio dois pais. Diz que, muitas vezes, se o pai ou a mãe não pedirem para ele fazer outra coisa, ele passa o dia estudando.

“Meu pai é matemático e, antes de eu fazer a olimpíada, ele imprimiu algumas das provas anteriores para eu me familiarizar. Minha mãe também sempre me ajuda. Tem dias que, além da escola, eu estudo mais três horas em casa tanto matemática como outras matérias. Só que quando fui fazer a olimpíada, tirei um tempinho ainda maior, porque é uma prova um pouco diferente”, conta.

“NÃO É MEMORIZAR UMA QUESTÃO QUE APARECE NA PROVA, NÃO É SIMPLESMENTE SABER QUANTO É DOIS VEZES DOIS. A QUESTÃO É RESOLVER COM ALGO QUE APRENDE NA ESCOLA”, DESTACA EMMANOEL”.

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Emmanoel e a mãe durante premiação em Salvador — Foto: Alan Tiago Alves/G1

A mãe, sempre do lado, não mede esforços para encher a boca para dizer o quanto se sente orgulhosa.

“Desde que ele começou a estudar, eu percebo que ele tem um desempenho muito grande não só em matemática mas também em outras áreas, nas outras matérias. Ele sempre gostou de estudar. E não é a gente que obriga, pelo contrário. Às vezes o pai dele tem que chamar a atenção e dizer: ‘Meu filho, a vida não é só estudo’. Aí leva ele para ir em um rio, para ir a algum lugar para ver se ele espairece”, diz a mãe Elizabeth Batista, 34 anos.

“A gente incentiva ele a andar de bicicleta, fazer outras coisas que outros meninos fazem e ele não quer. Diz que prefere ficar em casa estudando. Ele gosta de pesquisar e o que não consegue aprender sozinho, com a internet, ele pede auxílio do pai”, revela Elizabeth.

“É uma felicidade imensa. O orgulho vai nas alturas. A gente fica muito feliz e orgulhosa, mas também sempre dizendo a ele que não é uma coisa obrigatória e que não é porque ele ganhou agora que ele vai ter que ganhar sempre. Ele já fez a primeira fase desse ano de novo e, das 20 questões, acertou 19. A gente só pede para ele ir no tempo dele, e que o importante é fazer o que gosta. Não tem obrigação nenhuma de trazer o ouro sempre, mas se vier novamente vamos agradecer”, completa a mãe.

Emmanoel ainda está em dúvida sobre o que vai fazer no futuro. Diz até que pensa em ir para a área de saúde, pela paixão que vem florescendo dentro dele por medicina, mas também não descarta a área de exatas.

“PARA O FUTURO, ALGUMA COISA NA ÁREA DE MEDICINA OU ASTRONOMIA, PORQUE EU TAMBÉM GOSTO MUITO DE CIÊNCIAS, ALÉM DA MATEMÁTICA. AINDA TENHO UM TEMPINHO PARA DECIDIR”, DIZ.

Morador da cidade de Feira da Mata e estudante do oitavo ano do ensino fundamental em uma escola pública, Emmanoel participou da olimpíada pela primeira vez em 2018 e não esconde a emoção de ter levado a medalha.

O Comandante da 38ª Companhia Independente da Polícia Militar da Bahia, Coronel Normanha, disse do orgulho que a corporação tem pela conquista do jovem Emmanoel que é filho de um policial militar. ” A família Polícia Militar sente orgulho pela conquista do jovem e parabeniza a família pela premiação e que sirva de exemplo para outros jovens se dedicarem aos estudos, se tornando assim cidadãos de bem e colaboradores para uma sociedade cada vez melhor”, disse.

Além de  Emmanoel Wallace Gouveia de Feira da Mata, mais quatro estudantes baiano receberam a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas de 2018 (Obmep), foram:  Naicon Tablo Pinheiro Coutinho, de Mortugaba, Allan Barros Cruz, de São Féliz do Coribe, e Henrique Carneiro Cardoso, de Tanque Novo.

A 14ª edição da Obmep contou com 18,2 milhões de inscritos em todo o País, com 575 medalhistas de ouro. A competição é dividida em níveis, de acordo com a série do participante, reunindo estudantes dos Ensinos Fundamental, Médio e Universitário das instituições públicas.

A Obmep 2019 já divulgou os selecionados para a segunda fase da competição e cada escola deverá cadastrar os professores dos alunos classificados a partir desta terça, 9, até o dia 13 de setembro. Com informações do G1.

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