Representantes das comunidades tradicionais, estudantes, professores, assistentes sociais e dos diversos segmentos sociais da região, participaram do lançamento das publicações “Conflitos no Campo Brasil 2016” da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e “No Rastro da Grilagem”, da Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais (AATR), realizado na última sexta-feira (04), em Santa Maria da Vitória (BA).

Os dados trazidos pela CPT e os mapas produzidos pelo Instituto Geografar, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sobre os conflitos por terra, água e trabalhista; e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, incluindo indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais em todo o Brasil; demonstrou como o avanço do capital no campo, a concentração fundiária e a ausência de punições são fatores fundamentais para manutenção e ampliação destes conflitos, ainda mais agravados neste período de desmonte das estruturas democráticas do país.

Durante o debate, a apresentação da revista “No Rastro da Grilagem”, contribuiu com a análise da dinâmica da grilagem contemporânea, para o público entender como a prática deste crime assume repercussões jurídicas nos procedimentos de registros imobiliários, agrupados pela AATR em quatro técnicas de falsificação. Essa análise trouxe a reflexão de que os conflitos no campo baiano e as diversas formas de grilagem são as duas faces de uma mesma moeda.

O debate acerca dos temas foram significativamente qualificadas com a participação das comunidades que sofrem estes casos de violências e violação de direitos, que afirmaram:  “mesmo que os dados revelem situações de extrema injustiça, acreditamos que a luta das comunidades é um fator positivo de reação, de forma organizada do povo, e não se deixarão abater e continuarão na resistência, na defesa dos territórios, das águas, do cerrado e dos povos que nele existe”, disseram.

Momentos como estes são importantes para aprofundar e ampliar a visão da realidade do campo na região, e que deve dar continuidade, são as verdadeiras formas de se fazer política.

CPT Bahia/ Equipe Centro Oeste

 

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