Festa à Iemanjá é celebrada as margens do rio São Francisco, em Bom Jesus da Lapa

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Foto: Divulgação

Centenas de pessoas celebram o Dia de Iemanjá, a orixá das águas, também intitulada como Rainha do Mar, nesta terça-feira (2), em Bom Jesus da Lapa, as margens do rio São Francisco.

O corteja saiu no final da tarde, e percorreu algumas  ruas da cidade, até a praia da Coroa no Rio São Francisco, onde várias pessoas já aguardavam a chegada da réplica da Rainha das águas, que veio abordo de um carro alegórico caracterizado, acompanhado de várias baianas, o povo de santo, católicos, pescadores, capoeiristas e a população local.

De acordo os organizadores do evento, a celebração de Iemanjá no rio São Francisco em Bom Jesus da Lapa já é uma tradição. Já que o Velho Chico  tem muita magia. E a  tradição de “Iemanjá vem de hierarquia, cultuando, pedindo paz, prosperidade e caminhos”.

E destaca que o  que vale é a fé. “Muita gente faz promessa para Iemanjá, o orixás das águas doce, apresentando um pedido de fé. Por isso a importância da nossa cultura, das nossas tradições. Por  isso é tão importante essa celebração no dia de hoje em Bom Jesus da Lapa. Pois esse é um momento de cultuar a nossa fé”.

Foto: Divulgação

Um breve ritual, com cantos e danças do candomblé, foi oferendado os presentes e flores nos balaios, para a rainha das águas. Esse ano o evento contou com a presença do prefeito de Bom Jesus da Lapa, Fábio Nunes, além do vice-prefeito Miguel Leles e vários secretario da gestão municipal, que acompanharam  o cortejo.

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A festa de Yemajá em Bom Jesus da Lapa,  é organizada pelo “povo” do candomblé, o Odoya, do pai Indoracy(Suzi), Ylê Kunan Kaitumba Omim de Amassa, Tatetú D’ Massalony de Inkosse de Pai Jocélio, Ilê De Odé de mãe Tô e Mãe Jully e Pai Dela Veiga.

A festa é  uma das maiores manifestações religiosas públicas do candomblé, no entanto, pessoas independente de religião comemoram do mesmo jeito, levando flores, perfume. E tem  a finalidade de agradar a rainha do mar, na esperança que ela possa abençoar cada vez mais os pescadores.

Origem

A celebração baiana tem origem em 1923, quando diante do fraco rendimento das pescas, um grupo de pescadores resolveu oferecer presentes à Iemanjá, padroeira dos pescadores. Conta-se que a oferenda deu resultado e os peixes voltaram a aparecer. A partir de então, os pescadores passaram a presentear Iemanjá como forma de agradecer e pedir fartura na pesca.

O culto a Iemanjá foi trazido ao Brasil no final do século XVIII até quase metade do século seguinte principalmente pelo povo iorubá, uma das maiores etnias do continente africano, concentrado especialmente na Nigéria. Na África, Iemanjá é uma divindade das águas doces e está associada à fertilidade das mulheres, à maternidade e principalmente ao processo de continuidade da vida. No Brasil, especialistas conta que Iemanjá, assim como outros orixás ligados à maternidade, caso de Oxum e Nanã, foi associada às sereias do paganismo europeu, às diferentes nominações de Nossa Senhora, e às iaras ameríndias (variante das sereias). Mesmo se considerada o orixá do mar, Iemanjá continua a ser saudada no candomblé com a expressão africana “odoiyá”, que significa “mãe do rio”. Além disso, no Brasil, à Iemanjá foram atribuídas duas características notórias: a de rainha que controla as marés, das quais depende a vida do pescador; e a de personagem sedutor, que atrai o pescador para amá-lo ou matá-lo.

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