Prefeitura de Sítio do Mato sofre bloqueio de R$ 800 mil e prefeito atribui desconto à gestão anterior

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Foto: Reprodução rede social

A Prefeitura de Sítio do Mato voltou ao centro do debate público após o prefeito Alfredo Magalhães divulgar um vídeo, na sexta-feira (9 de janeiro de 2026), informando que as contas do município sofreram um bloqueio judicial que resultou na retenção de aproximadamente R$ 800 mil.

Segundo o gestor, o bloqueio atingiu praticamente todo o valor creditado no dia, proveniente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), restando ainda um saldo pendente de cerca de R$ 70 mil, já que o montante disponível não foi suficiente para quitar integralmente a ordem judicial.

No vídeo, Alfredo Magalhães atribuiu a retenção a pendências deixadas pela gestão anterior, apontando problemas administrativos e fiscais acumulados ao longo dos anos. O prefeito alertou ainda para a possibilidade de novos descontos nos próximos meses, o que pode agravar a situação financeira do município.

“Pagamos um preço caro por erros do passado. Fizeram um saque de quase R$ 800 mil da prefeitura, e isso é inadmissível”, afirmou.

O gestor informou que a equipe jurídica já foi acionada, mas reconheceu que, diante da natureza do bloqueio, o pagamento do débito é a alternativa mais provável. Ele pediu compreensão da população e garantiu que os serviços essenciais seguem funcionando, enquanto a gestão busca reorganizar as contas públicas.

Apesar das explicações, o anúncio gerou questionamentos entre moradores e servidores, especialmente diante das cobranças pelo pagamento do salário de dezembro de 2024 e do 13º salário, que seguem em atraso, apesar de promessas anteriores.

Também chamou atenção o fato de a informação ter sido divulgada após as comemorações dos 37 anos de emancipação política do município, que incluíram gastos com atrações, o que levou a críticas nas redes sociais e à percepção, por parte de alguns moradores, de que o bloqueio estaria sendo usado como justificativa para o não cumprimento de compromissos financeiros.

Até o momento, a prefeitura não apresentou um cronograma oficial para quitar os salários atrasados, nem detalhou publicamente a origem do débito ou os processos judiciais envolvidos.

 

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