Banner

Onda de calor na França deixa ao menos 40 mortos

0
Foto: REUTERS/Abdul Saboor)

A intensa onda de calor que atinge diversos países europeus já provoca impactos severos na rotina da população e nas estruturas urbanas. Na França, o governo informou nesta terça-feira (23) que 40 pessoas morreram afogadas desde o último dia 18 de junho, em sua maioria jovens que buscaram rios, canais e outros locais para se refrescar diante das temperaturas extremas.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, durante uma reunião de emergência para tratar dos efeitos da alta temperatura. O país registrou nesta terça a madrugada mais quente de sua história, com termômetros permanecendo acima dos 25°C em várias regiões. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, alertou para os riscos de nadar em áreas impróprias e afirmou que muitas vítimas tentavam escapar do calor em locais não autorizados.

Os efeitos da onda de calor também levaram ao fechamento antecipado de importantes pontos turísticos e à adoção de medidas emergenciais. Em Paris, a Torre Eiffel encerrou as atividades às 16h no horário local e teve visitas canceladas por causa da previsão de temperaturas próximas de 40°C, podendo alcançar até 44°C nos próximos dias. Os visitantes afetados terão os ingressos reembolsados. O Museu do Louvre também anunciou horário reduzido de funcionamento até o fim da semana.

Além disso, algumas linhas ferroviárias foram suspensas, incluindo trajetos entre Paris e Bruxelas. Em determinadas regiões da capital francesa, autoridades municipais passaram a distribuir ingressos gratuitos para cinemas climatizados destinados a jovens e idosos. Empresas também vêm adaptando a rotina de trabalho para proteger funcionários da exposição prolongada ao calor.

A situação não se limita à França. Itália, Reino Unido, Espanha e Bélgica também enfrentam temperaturas excepcionalmente elevadas. Na Itália, o alerta máximo foi emitido para 15 cidades, entre elas Roma, enquanto o governo determinou restrições a determinadas atividades laborais. Já no Reino Unido, dezenas de escolas decidiram encerrar as aulas mais cedo devido à falta de estrutura adequada para suportar o calor intenso nas salas de aula.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a Europa está aquecendo em uma velocidade superior ao dobro da média global. O cenário tem aumentado a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos, tornando episódios prolongados de calor cada vez mais comuns no continente.

QUER COMENTAR?

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui