
O monitoramento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que os níveis dos rios continuam elevados em municípios da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Na bacia do Rio São Francisco, a tendência é de novas elevações nas próximas horas, com estações já acima das cotas de alerta e, em alguns casos, de inundação.
Os dados fazem parte do mais recente Boletim de Alerta Hidrológico do Sistema de Alerta da Bacia do São Francisco, divulgado nesta segunda-feira (2).
Bahia em atenção
Na Bahia, os municípios de Bom Jesus da Lapa e Carinhanha estão com níveis próximos da cota de inundação.
Em Bom Jesus da Lapa, o rio registrou 6,08 metros e pode atingir 6,25 metros — nível considerado de inundação — até a tarde de terça-feira (3).
Já em Carinhanha, o nível chegou a 4,77 metros, com possibilidade de alcançar a cota de 5 metros nas próximas horas.
Situação em Minas Gerais
Em Minas Gerais, o cenário é ainda mais preocupante.
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São Francisco: 7,61 m, acima da cota de inundação (7,5 m), podendo chegar a 7,95 m.
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Januária: 7,02 m, também acima da cota de inundação (5,80 m), com previsão de alcançar 7,67 m.
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São Romão: 7,46 m, com tendência de atingir 7,57 m.
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Manga: 6,06 m, ainda abaixo da cota de alerta (7 m), mas em elevação.
Outros rios apresentam queda
Enquanto o São Francisco segue em alta, outros rios começam a apresentar redução nos níveis.
No Rio Doce, em Linhares (ES), o nível atingiu 3,45 m (cota de inundação), mas já apresenta tendência de queda.
O Rio das Velhas, em Várzea da Palma, também está acima da cota de inundação, porém em declínio.
Monitoramento intensificado
Desde novembro, o SGB mantém operação especial de monitoramento nas bacias dos rios São Francisco, Doce, das Velhas, Muriaé e Pomba. A ação tem como objetivo subsidiar as defesas civis municipais e estaduais com informações atualizadas para adoção de medidas preventivas.
O acompanhamento é feito por meio da Rede Hidrometeorológica Nacional, coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), sendo que o SGB opera cerca de 80% das estações.
Os boletins são divulgados regularmente e podem ter frequência ampliada em caso de risco iminente de inundação.
























