Presidente da Câmara pede ajuda dos vereadores para resolver problemas de conflitos pelo uso da água no interior de Bom Jesus da Lapa

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Presidente da Câmara Miguel Leles

Na sessão da Câmara  desta terça-feira(26) uma das pautas da discussão dos vereadores foi os conflitos pela água no interior do município de Bom Jesus da Lapa. Os edis afirmaram que já estão acontecendo vários conflitos pelo direito ao uso dos poços artesianos, em função da centralização de quem administra a distribuição, gerando conflitos e até risco de mortes.

O presidente da Casa Miguel Leles (PSL) pediu ajuda para resolver a situação. “Eu queria pedir o apoio de vossas excelências para que possamos buscar juntos uma solução para as problemáticas que estão tendo na comunidade, infelizmente, a CERB ou o município, ou a Codevasf perfuram um poço em uma comunidade, em pouco tempo o administrador quer ser dono do poço artesiano, e muitas das vezes está gerando até discórdias, uma violência tamanha. Temos que convocar o diretor do SAAE, o Superintendente da Codevasf, Ministério Público, Polícia Civil, Militar e fazer reuniões na comunidade”.

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Miguel disse que já viu momentos de moradores querer tirar a vida do outro por causa da distribuição de água que não está sendo de uma forma correta. “Por onde eu ando recebo essas reclamações constantes, e nós que fazemos solicitações para esses órgãos para ajudar essas comunidades não podemos estar de braços cruzados vendo essa situação acontecer constante no interior do nosso município.”

Segundo o vereador Jair Gomes(PSDB) a situação precisa ser pensada com urgência. “Enquanto algumas pessoas usam a água de alguns poços em abundância, outras pessoas não recebem nada”, e sugeriu ao SAAE colocar um registro, assim, todos usariam a água de forma justa.

O interior de Bom Jesus da Lapa sofre duramente as consequências de vários anos de pouca chuva. Com a repetição em períodos sucessivos, a seca está sendo ainda mais impiedosa com a região, produzindo efeitos devastadores que se multiplicam: lavouras destruídas, o Rio São Francisco cada vez mais baixo, aguadas secando e poços artesianos diminuindo a vazão, aumentando ainda mais o agravamento da escassez hídrica.

Diante desse contexto várias medidas têm sido buscadas, especialmente a perfuração de poços artesianos, alternativas que já está sendo discutidas por alguns edis, que dizem que essa proposta não está sendo mais viável.

Diante dessa falta de água os moradores da zona rural são os que mais tendem a sofrer, precisando de medidas urgentes que ajudem a minimizar a situação.