Rio São Francisco inicia 2026 com menor nível dos últimos nove anos em Bom Jesus da Lapa e preocupa ribeirinhos

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Foto: José Hélio/Notícias da Lapa

O Rio São Francisco apresenta, em janeiro de 2026, um dos cenários mais preocupantes da última década em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia. De acordo com medições realizadas neste sábado (10), o nível do rio estava em cerca de 3,64 metros, segundo dados da estação fluviométrica do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), instalada na ponte Gercino Coelho.

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O dado chama atenção por ser a primeira vez em nove anos que o Velho Chico inicia o ano sem registrar uma cheia significativa na região. Em anos anteriores, o nível do rio no mesmo período era bem mais elevado, favorecendo o enchimento de lagoas naturais e garantindo melhores condições para as atividades ribeirinhas.

Levantamento do Notícias da Lapa mostra a diferença em relação aos anos anteriores:

  • 2025: acima de 7 metros

  • 2024: acima de 5 metros

  • 2023: acima de 7 metros

  • 2022: acima de 8 metros

  • 2021: acima de 4 metros

  • 2020: acima de 4 metros

  • 2019: acima de 4 metros

  • 2018: acima de 5 metros

Tradicionalmente, nesse período do ano, o Rio São Francisco apresenta volume suficiente para abastecer lagoas naturais do município, como a Lagoa da Lapa. Em 2026, porém, esse fenômeno não foi registrado, evidenciando os efeitos da estiagem prolongada, da redução das chuvas nas cabeceiras e das altas temperaturas, que impactam diretamente a vazão do rio.

A situação tem gerado preocupação entre pescadores, ribeirinhos e moradores, que dependem do rio para subsistência, abastecimento e atividades econômicas.

“Todo começo de ano a gente já via o rio cheio, entrando nas lagoas e garantindo o sustento de muita gente. Este ano está diferente, a água não veio e isso preocupa muito quem vive do São Francisco”, relatou um morador da comunidade ribeirinha.

O baixo nível reforça os impactos da estiagem e das altas temperaturas, destacando a vulnerabilidade da região diante das mudanças climáticas e da falta de chuvas nas nascentes do rio.

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