
Após a circulação de informações equivocadas sobre possíveis riscos no acesso ao morro e às grutas, o Santuário do Bom Jesus da Lapa divulgou, nesta quinta-feira (9), uma nota oficial para esclarecer a situação.
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De acordo com o comunicado, avaliações técnicas realizadas por uma equipe da Universidade Federal de Goiás, coordenada pela professora Joana Sanchez, atestam que a estrutura interna do local apresenta estabilidade, sem risco generalizado de desprendimento de rochas.
Ainda segundo a nota, existem apenas recomendações pontuais, que já estão sendo acompanhadas, não havendo qualquer impedimento para o acesso ao morro ou às grutas.
O Santuário também destacou que as visitas, celebrações religiosas e demais atividades seguem normalmente, com a manutenção dos protocolos de segurança adotados nos últimos anos.
Por fim, a Reitoria reforçou que, em conjunto com a Prefeitura Municipal e outras instituições, segue trabalhando na organização das romarias de 2026, garantindo segurança para moradores, romeiros e visitantes.
Contexto e análise
Diante da repercussão recente, a situação exige uma leitura mais cuidadosa para evitar interpretações distorcidas. Informações técnicas, quando divulgadas sem o devido contexto, podem gerar preocupação desnecessária na população, especialmente em relação a um espaço de grande importância religiosa e turística.
No caso do Santuário, não há indicativos de risco de desmoronamento das grutas. Estudos geológicos realizados ao longo dos últimos anos, aliados a intervenções de mitigação e melhorias estruturais, contribuíram para ampliar a segurança do local e garantir melhores condições de acolhimento aos romeiros.
O ponto central do laudo técnico citado está relacionado a áreas específicas no entorno do morro, onde existem residências construídas muito próximas à encosta. Nesses locais isolados, há risco de queda de blocos de rocha, o que levou à recomendação técnica de retirada dessas moradias, por questões de segurança.
Nesse sentido, a orientação acompanhada pelo Ministério Público da Bahia está voltada exclusivamente à proteção dessas famílias e não representa risco estrutural ao Santuário, nem aos turistas e visitantes que frequentam as grutas e realizam a subida ao morro.
A situação reforça a importância de tratar o tema com responsabilidade, evitando generalizações que possam provocar alarme indevido sobre um dos principais patrimônios religiosos da região.

























