
Um contrato milionário firmado pela Prefeitura de Correntina, no oeste da Bahia, para o fornecimento de combustíveis tem gerado repercussão pelo volume contratado e pelo curto período de vigência. Na gestão do prefeito Mariano Correntina (União Brasil), o município assumiu um compromisso de R$ 7 milhões para abastecer a frota pública durante apenas cinco meses.
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De acordo com os dados do contrato, estão previstos 1.162.000 litros de combustíveis, o que representa uma média aproximada de 7.400 litros por dia ao longo de 157 dias. O número chama atenção e levanta questionamentos sobre a real necessidade de consumo da administração municipal no período.
Para ilustrar a dimensão do volume, estimativas apontam que essa quantidade de combustível seria suficiente para que veículos de grande porte completassem cerca de 352 voltas ao redor do planeta, em menos de seis meses. A comparação tem sido usada para facilitar o entendimento do impacto do contrato.
Embora contratos dessa natureza sejam comuns em secretarias como Infraestrutura, Saúde e Educação, especialmente em municípios com grande extensão territorial, a concentração de um gasto tão elevado em um intervalo reduzido de tempo coloca a gestão sob observação da opinião pública e de possíveis órgãos de fiscalização.
A Prefeitura sustenta que a extensa área rural do município exige uso contínuo de veículos e máquinas pesadas para manutenção de estradas, transporte de serviços essenciais e apoio à produção agrícola. Ainda assim, o volume diário previsto segue sendo alvo de críticas de parlamentares e da oposição, que cobram maior transparência sobre o planejamento e a execução do consumo.























