
A segurança pública de Serra do Ramalho vive um momento de alerta. Documentos oficiais da Guarda Civil Municipal (GCM), referentes à assembleia realizada na última segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, apontam sérias limitações na atuação da corporação por falta de condições básicas de trabalho.
Por decisão unânime dos agentes, apenas 30% do efetivo seguirá atuando nos plantões no regime 24×72. A medida, segundo a GCM, não caracteriza greve, mas reflete a ausência de fardamento adequado, viaturas suficientes e estrutura mínima para o atendimento de ocorrências.
A ata da assembleia registra que guardas têm recorrido ao compartilhamento de fardas e coturnos, o que compromete o serviço operacional. Também foi deliberado que a corporação não atuará nas festas do povoado de Boa Vista e da Agrovila 02, nos dias 18, 19 e 20 de janeiro, devido à impossibilidade de garantir a segurança sem equipamentos adequados.
Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial, mudança de classe, implantação do plano de carreira, fornecimento de fardamento completo e aquisição de viatura padronizada com cela interna. As demandas já foram formalizadas junto à administração municipal por meio de ofícios.
O caso tem gerado questionamentos na comunidade sobre as prioridades da gestão municipal, especialmente diante da importância da segurança pública para a população. Até o momento, a Prefeitura de Serra do Ramalho não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações da Guarda Civil Municipal.
A situação segue sendo acompanhada de perto por servidores e moradores, que cobram soluções concretas do prefeito Eli Carlos dos Anjos Santos (Lica) para garantir tanto a valorização dos profissionais quanto a segurança da cidade.

























