Em visita a Roraima, Lula diz que governo vai acabar com garimpo ilegal

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Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em visita a Terra Indígena Yanomami, que o governo vai atuar para interromper o garimpo ilegal. A visita foi motivada pelo estado de emergência de saúde pública decretado na região em razão da desnutrição infantil e disseminação de malária.

“Nós vamos levar muito a sério essa história de acabar com qualquer garimpo ilegal. E mesmo que seja um trabalho que tem autorização da agência para fazer pesquisa, terá de fazer pesquisa sem destruir a água, sem destruir a floresta e sem colocar em risco a vida das pessoas que dependem da água para sobreviver”, disse.

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De acordo com o relatório “Yanomami sob ataque: garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami e propostas para combatê-lo”, entre 2016 e 2021, o garimpo ilegal aumentou 3.350% na região. Lula afirmou que uma das prioridades do governo será coibir este tipo de prática.

O garimpo ilegal polui a água que é consumida pela população, jogando mercúrio e outros materiais tóxicos nos rios, causando doenças entre os moradores, além de prejudicar a produção de alimentos, com a destruição das florestas, gerando aumento da caça ilegal e ocasionando o avanço da fome nas comunidades tradicionais.

O presidente estava acompanhado das ministras da Saúde, Nísia Trindade, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. A portaria que declara emergência de saúde pública na Terra Indígena Yanomami, localizada em Roraima, foi publicada na noite de sexta-feira (20).

Com a declaração de emergência, o governo criou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE – Yanomami), que será coordenado pela Secretaria Nacional de Saúde Indígena. A partir da publicação em Diário Oficial, o poder público fica autorizado a deslocar recursos humanos e insumos para atuar no caso.