MTE inclui Amado Batista e BYD em lista de empregadores por trabalho análogo à escravidão

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Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira (7) a atualização do Cadastro de Empregadores flagrados explorando trabalho em condições análogas à escravidão. Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos, elevando a lista para 613 empregadores — um aumento de 6,28% em relação à última atualização. A divulgação ocorre semestralmente, nos meses de abril e outubro.

Entre os incluídos está a montadora chinesa BYD, que possui uma unidade em Camaçari. A empresa foi alvo de fiscalizações realizadas entre dezembro de 2024 e maio de 2025 pela Superintendência Regional do Trabalho na Bahia.

Durante as inspeções, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil. Desses, 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão. Segundo os auditores, a BYD teve responsabilidade direta na contratação e manutenção desses trabalhadores, mesmo com a existência de contratos com empresas terceirizadas.

A investigação apontou ainda indícios de fraude migratória e confirmou vínculo empregatício direto, além da submissão dos trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas e restrições de locomoção. Os alojamentos eram precários, com falta de estrutura básica, e a jornada chegava a pelo menos 10 horas diárias, sem descanso regular.

Diante das irregularidades, a empresa firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no valor de R$ 40 milhões.

Outro caso incluído na lista envolve um cantor e empresário do agronegócio, autuado em 2024 por submeter trabalhadores a condições semelhantes à escravidão em propriedades rurais. Segundo a assessoria, também foi firmado um TAC com o MPT, e as pendências trabalhistas foram regularizadas.

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