Obra da Codevasf trará segurança hídrica à bacia do rio Verde no semiárido baiano

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O estudo de viabilidade técnica e ambiental do sistema adutor de reforço para a bacia do rio Verde, no semiárido baiano, está em fase de conclusão pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O empreendimento tem como objetivo incrementar a segurança hídrica da bacia, durante a estiagem, a partir do rio São Francisco e outras fontes até a barragem de Mirorós. Cerca de 93,3 mil pessoas dos municípios de Itaguaçu da Bahia, Ibipeba, Xique-Xique e Gentio do Ouro serão beneficiadas com a obra que vai disponibilizar água para abastecimento humano e animal, bem como para o Projeto Público de Irrigação de Mirorós (PIM), operado pela Codevasf, além de outros empreendimentos agrícolas em áreas com potencial para a agricultura irrigada. A previsão é que sejam investidos cerca de R$ 800 milhões no sistema adutor.

O semiárido sempre foi afetado por grandes secas, sendo as estiagens consideradas como efeitos normais. No entanto, nos últimos anos as estiagens vêm afetando e castigando de forma prolongada a região. Devido a isso, muitos municípios baianos que estão em situação de emergência devido à seca, inclusive os pertencentes ao Território de Identidade de Irecê, serão diretamente beneficiados com a implantação do sistema adutor de reforço hídrico do rio Verde”, explica o engenheiro Nelson Luiz Pugliesi, analista em Desenvolvimento Regional da Codevasf e fiscal do contrato de elaboração dos estudos.

A obra deve se concentrar em boa parte nos municípios de Itaguaçu da Bahia e Ibipeba. Será implantado um canal a partir da tomada d’água CS-2 do canal principal do Projeto Baixio de Irecê e se estenderá até a sede do município de Itaguaçu da Bahia, além de uma adutora entre o final desse canal e o PIM, onde atualmente estão sendo irrigados pouco menos de mil hectares. Com o reforço hídrico, o projeto poderá recuperar sua capacidade produtiva que já foi de 1,8 mil hectares ou atingir sua capacidade máxima de 2,6 mil hectares.

Pugliesi ressalta que a situação de agricultores e criadores é cada vez mais difícil, pois muitos dependem da água da barragem de Mirorós para garantir renda para a família. “O período anterior de chuvas, que começou em novembro e foi até o fim de março, não trouxe o alívio esperado pelos produtores. Dos 158 milhões de metros cúbicos de água que já encheram o lago da barragem, restaram apenas 7,44 milhões”, explica.

Novas áreas com potencial para irrigação

Além do PIM, os estudos apontam que no percurso do sistema adutor de reforço para a bacia do rio Verde existem áreas com bom potencial para a agricultura irrigada que podem vir a ser beneficiadas pelo empreendimento. A primeira área fica ao redor de Itaguaçu da Bahia onde foram encontradas terras com alto e médio potencial para irrigação. Os solos variam de pouco profundos a muito profundos, com textura entre 20% e 35% de argila, bem drenados, fertilidade natural de média a alta e posicionados em relevo predominantemente plano, com alguns trechos de suave ondulação. Estes solos ocupam uma área de 4,2 mil hectares.

Outra área identificada fica na margem esquerda do rio Verde a partir da BA-052 e ao norte de Itaguaçu da Bahia. No local, além das observações a campo, contou-se com o material de referência do Projeto do Baixio de Irecê, encontrado na biblioteca do Escritório Regional da Codevasf em Irecê. Estima-se que existe cerca de 18,1 mil hectares que possuem de médio a alto potencial para irrigação.

Tomando como referência os dados de produção do Distrito de Irrigação de Mirorós estima-se que a implantação da obra pode gerar aproximadamente 24 mil novos empregos diretos e mais 36 mil indiretos, resultado da provável ampliação da área cultivada no PIM e a operação de novos perímetros de irrigação em áreas no entorno de Itaguaçu da Bahia.

Outros benefícios futuros

Com a implantação da obra do sistema adutor de reforço para a bacia do rio Verde até Mirorós, os estudos da Codevasf apontam para outros benefícios que podem ser negociados no futuro. Um deles é o reforço hídrico ao Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Irecê (Adutora do Feijão), operado pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que abastece 17 municípios da região de Irecê, a partir de Estação de Tratamento de Água (ETA) situada em Itaguaçu da Bahia.

A expectativa é que a obra também possa promover abastecimento humano, dessedentação de animais e implantação de pequenos pulmões verdes em barreiros próximos à adutora e o fornecimento de água para a localidade de Capim Grosso e da sede municipal de Gentio do Ouro.

Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf

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