Após cheia em Minas, Rio São Francisco ultrapassa 5 metros em Bom Jesus da Lapa e atinge maior nível de 2026

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Foto: José Hélio/Notícias da Lapa

Após as recentes cheias registradas em Minas Gerais, o nível do Rio São Francisco voltou a subir em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia. Na manhã desta terça-feira (27), a medição realizada na ponte Gercino Coelho indicou 5,16 metros, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), marcando o maior pico do rio no trecho baiano em 2026.

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O aumento é resultado do volume de água que desce pelos afluentes do Velho Chico no Norte de Minas Gerais, incluindo os rios Abaeté, Velhas, Paracatu e Urucuia, impactados pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Mesmo com chuvas recentes, o nível do rio no trecho baiano ainda não atingiu volumes capazes de causar alagamentos generalizados, mas já supera os níveis médios observados no período.

Ribeirinhos, pescadores e moradores locais acompanham a evolução do rio com atenção. A expectativa é de que o Velho Chico continue subindo, permitindo o transbordamento natural e enchendo lagoas marginais, como a tradicional Lagoa da Lapa, que são essenciais para a pesca artesanal, a agricultura familiar e o abastecimento local. O aumento do nível do rio também contribui para a segurança hídrica da região, especialmente após períodos de estiagem prolongada, quando o Velho Chico manteve níveis abaixo do esperado, chegando a marcar apenas 3,78 metros no início de janeiro  em Bom Jesus da Lapa.

O último boletim do SGB indica que o pico da cheia ainda permanece no Norte de Minas Gerais, entre os municípios de São Francisco e Pedras de Maria Cruz, onde a cota de inundação já foi ultrapassada. Em São Francisco, o nível atingiu 8,0 metros durante a noite e deve chegar a 8,10 metros ao longo desta terça-feira, com vazão estimada em 4.700 m³/s. Segundo projeções, o efeito das cheias mineiras deve levar cerca de 10 dias para alcançar o reservatório da Hidrelétrica de Sobradinho, no Norte da Bahia, que atualmente opera com 44,75% do volume útil.

Especialistas ressaltam que, embora o aumento seja positivo para a recuperação das lagoas e ecossistemas locais, é importante que a população ribeirinha acompanhe diariamente os boletins do SGB e mantenha atenção às condições das margens do rio, evitando riscos de alagamento em áreas baixas. A cheia também reforça a necessidade de planejamento e ações preventivas, já que volumes elevados do Velho Chico têm potencial para impactar residências, estradas e atividades econômicas no oeste baiano.

A expectativa é de que o nível do Rio São Francisco continue em elevação ao longo desta semana, seguindo o fluxo do pico registrado em Minas Gerais, aproximando-se do volume recorde observado em janeiro do ano passado.

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