
Um vídeo divulgado pelo diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Santa Maria da Vitória, Ramon Barros, acabou expondo a situação do abastecimento de água nas comunidades rurais do município. Nas declarações, o próprio gestor afirmou que das mais de 40 localidades do interior, apenas uma recebe água tratada.
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A manifestação ocorreu após reportagem exibida pela TV Oeste, na qual moradores da comunidade de Tiririca denunciaram a má qualidade da água consumida pela população. Ao comentar o caso, o diretor informou que o município possui cerca de 46 pontos de captação na zona rural, mas reconheceu que somente o distrito de Cuscuzeiro é atendido com água tratada, por estar mais próximo da sede.
O cenário evidencia um problema estrutural: dezenas de comunidades dependem de água bruta, captada diretamente de mananciais e distribuída sem tratamento. Embora o diretor tenha ressaltado que não há cobrança de tarifa de água tratada nessas localidades, especialistas em saneamento destacam que a ausência de cobrança não exime o poder público da obrigação de garantir água dentro dos padrões de potabilidade.
Durante a fala, o gestor também atribuiu parte das dificuldades ao aumento da turbidez da água após intervenções ambientais relacionadas às obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). Segundo ele, em períodos de chuva o índice de turbidez pode subir drasticamente, dificultando o tratamento na estação localizada na sede municipal.
Mesmo diante dessas justificativas, a situação reforça a necessidade urgente de políticas públicas e investimentos em saneamento básico para a zona rural de Santa Maria da Vitória. A ampliação de sistemas de tratamento e distribuição de água potável é considerada fundamental para garantir segurança hídrica e condições mínimas de saúde à população das comunidades do interior.























