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Tonho do Cordel é homenageado pela FLIVEC por manter viva a literatura popular em Bom Jesus da Lapa

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Ao lado da sua esposa, Tonho recebeu um quadro pintado pelo artista plástico Léo Costa, entregue por Ray Duarte e Cláudia Batista, organizadora da FLIVEC.

A literatura popular ganhou destaque na noite de homenagens da FLIVEC 2026, em Bom Jesus da Lapa, com o reconhecimento a Antônio, conhecido como “Tonho do Cordel”, cordelista e poeta popular que mantém uma relação cotidiana com a cultura e a palavra no município.

Atuando no Mercado Municipal, entre moradores, comerciantes e romeiros, Tonho transformou o espaço em um dos ambientes onde a literatura popular encontra o público. Seus folhetos, versos, histórias e recitações fazem parte de uma tradição que atravessa gerações.

Durante a homenagem, Tonho destacou que o reconhecimento não era apenas para ele, mas também para as pessoas que fazem parte de sua trajetória e o apoiam diariamente.

“Eu não sou eu só. Estou ganhando, estou dividindo com vocês todos que estão aqui. Vocês são todos que me ajudam no dia a dia, no meu trabalho, na minha luta, na minha família. Minha mulher, que está comigo há 50 anos de casada. Não é brincadeira. Então, gente, eu agradeço a Deus por tudo, por toda a solidariedade que vocês estão fazendo a mim. Não é só para mim, é para todos que veem a família.”

Em sua fala, Tonho também ressaltou a importância de manter viva a tradição do cordel e de transmitir esse conhecimento para as novas gerações.

“Vocês que estão começando a ver agora vão ter muita coisa a aprender sobre o cordel. Porque o cordel é a nossa cultura do passado.”

Durante a homenagem, a FLIVEC destacou o cordel como uma manifestação que circula para além dos livros e das bibliotecas. É uma literatura presente nas praças, feiras, mercados e encontros populares, transmitida pela escrita, pela oralidade e pela voz de seus autores.

A trajetória de Tonho representa essa relação direta entre literatura e comunidade. Por meio de seu trabalho, histórias do sertão e do cotidiano continuam sendo contadas em versos.

A homenagem reconheceu sua contribuição para a preservação da literatura popular e da identidade cultural do Território de Identidade Velho Chico.

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