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Rentabilidade da banana prata recua 26% em Bom Jesus da Lapa no acumulado de janeiro a agosto

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A rentabilidade da banana prata de primeira qualidade caiu 26% em Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, no acumulado de janeiro a agosto de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O município abriga o Perímetro Formoso, considerado um dos maiores polos produtores de banana do Brasil. O resultado reflete a queda nos preços e o aumento dos custos de produção.

Segundo dados do Hortifruti Brasil, o preço médio da banana prata recuou 10% no acumulado do ano. Em agosto, a cotação da fruta de qualidade superior ficou em R$ 2,44/kg, contra R$ 3,55/kg no mesmo mês de 2025, queda de 31%.

Ao mesmo tempo, o custo de produção chegou a uma média de R$ 2,50/kg, pressionado principalmente pelas despesas com energia elétrica, mão de obra e produtos utilizados no controle de pragas e doenças.

Seca aumenta custos

A ausência de chuvas e as altas temperaturas também aumentam a pressão sobre os produtores. Para manter a produção, os sistemas de irrigação precisam operar por cerca de 18 horas diárias, elevando o consumo de energia.

A maior oferta da banana prata em agosto, dentro do calendário produtivo, também contribuiu para manter os preços pressionados.

Outro movimento observado na região é o avanço da banana nanica. A menor rentabilidade da prata e os custos relacionados ao controle do Fusarium têm levado produtores do Semiárido a ampliar os investimentos na nanica, cuja oferta vem crescendo e ganhando espaço no mercado.

Perspectiva

Para o restante do segundo semestre, a expectativa é de possível recuperação das cotações. Danos provocados por enchentes no Vale do Ribeira (SP) e por granizo em Delfinópolis (MG) podem reduzir a oferta dessas regiões e aumentar a procura pela produção de outros polos, incluindo o Semiárido baiano.

Esse movimento poderá ampliar a demanda pela banana de Bom Jesus da Lapa e favorecer as cotações nos próximos meses.

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