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Funcionários dos Correios encerram greve após 15 dias de paralisação

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(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os trabalhadores dos Correios decidiram encerrar a greve após 15 dias de paralisação. A retomada das atividades começou às 22h desta quinta-feira (24), seguindo a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o dissídio coletivo da categoria.

Durante o julgamento, o TST considerou a paralisação legítima e não abusiva. O tribunal também rejeitou o pedido dos Correios para que a greve fosse declarada ilegal e para que fossem aplicadas multas aos sindicatos.

Entre as definições estabelecidas pelo tribunal está um reajuste salarial de 4,09%, além da manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. Os dias em que os funcionários permaneceram parados deverão ser compensados, mas os critérios para essa reposição ainda serão definidos.

O julgamento havia sido interrompido na segunda-feira (21), para que as entidades sindicais analisassem documentos apresentados pelos Correios no processo. A análise foi retomada nesta quinta-feira.

Como o acórdão com todos os detalhes da decisão ainda não foi publicado, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) informou que fará uma avaliação do documento antes de divulgar novas orientações à categoria.

Compensação dos dias parados

Embora o TST tenha determinado a compensação do período de greve, ainda não foram estabelecidas as regras de como os trabalhadores deverão repor os dias não trabalhados.

O Sintect-SP orientou os funcionários a retornarem imediatamente aos postos de trabalho e informou que os critérios de compensação serão discutidos com as federações após a publicação oficial do acórdão.

Plano de saúde esteve no centro das negociações

A paralisação começou em 10 de setembro, em meio ao impasse nas negociações para renovação do acordo coletivo.

Um dos principais pontos de divergência foi a proposta de mudanças no plano de saúde dos empregados dos Correios, aposentados e dependentes.

Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), outros itens da negociação já apresentavam avanços, mas as alterações previstas para o benefício de saúde geraram resistência entre os trabalhadores diante do possível aumento de custos para as famílias.

A definição sobre as regras do plano de saúde também depende da publicação do acórdão completo do TST.

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