
Antônio Alves de Brito, presidente da Associação de Moradores da Fechadinha, usou a tribuna da Câmara na sessão da última quinta-feira (20); audiência pública será realizada nesta quarta-feira (26)
O presidente da Associação de Moradores da Fechadinha, na zona rural de Serra do Ramalho, Antônio Alves de Brito, utilizou a tribuna da Câmara Municipal durante a sessão da última quinta-feira (20) para cobrar providências diante dos problemas de abastecimento de água enfrentados por moradores de localidades rurais do município.
Durante o pronunciamento, Brito pediu apoio dos vereadores para buscar uma solução para as comunidades de Fechadinha, Barra da Empoeira e Paraúna, que, segundo ele, enfrentam dificuldades com o fornecimento de água há meses.
“Não é questão política, eu não sou político. A questão lá para nós é de sobrevivência, é vida ou morte”, afirmou.
Segundo o presidente da associação, a comunidade já procurou o Ministério Público e outros órgãos na tentativa de encontrar uma solução para o problema. Ele também relatou a realização de laudos relacionados à qualidade da água utilizada pelos moradores.
Brito destacou que a falta de abastecimento compromete atividades básicas das famílias, como beber, cozinhar, tomar banho e manter a higiene.
“Água não é luxo. Água não é um favor. Água é uma necessidade básica e um direito de todas as famílias”, declarou.
Segundo ele, a Fechadinha possui cerca de 1.080 moradores, enquanto aproximadamente 1.800 pessoas circulam pela localidade.
Audiência pública
Diante da situação, a Câmara Municipal de Serra do Ramalho realizará uma audiência pública nesta quarta-feira (26), às 9h, para discutir os problemas relacionados ao abastecimento de água nas localidades afetadas.
A audiência deverá reunir representantes do Poder Legislativo, Executivo, comunidades, associação de moradores e órgãos responsáveis pelo abastecimento, com o objetivo de discutir alternativas e buscar encaminhamentos para a situação.
Durante seu pronunciamento, Antônio Alves de Brito defendeu justamente a união entre as instituições para encontrar uma solução emergencial e, posteriormente, garantir uma medida definitiva para as comunidades.
“Queremos que seja tomada a união entre Câmara, Prefeitura, Associação e órgãos responsáveis para que possamos encontrar imediatamente uma alternativa para garantir abastecimento e, ao mesmo tempo, construir uma solução definitiva para as comunidades”, afirmou.
Ao finalizar, o presidente da associação reforçou o apelo para que as autoridades acompanhem de perto a realidade das famílias.
“Quando falta água, falta muito mais do que água. Falta dignidade, falta tranquilidade, falta segurança para nossas famílias”, declarou.


























