Após assembleia geral, professores de universidades estaduais aprovam indicativo de greve

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Foto: Divulgação / Aduneb

Professores de quatro universidades estaduais da Bahia, Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, aprovaram indicativo de greve, durante assembleia geral realizada na noite de segunda-feira (10).

Segundo a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb), a mobilização acontece por causa da “falta de resposta” do governo do estado a respeito das reivindicações da categoria.

“A deliberação fortalece a construção de uma greve, por tempo indeterminado, caso as representações do governador Jerônimo Rodrigues continuem a não apresentar disposição para uma negociação satisfatória”, diz a associação, por meio de nota.

Além de criticar a falta de diálogo entre o Executivo e as representações sindicais, a coordenação da Aduneb afirma que o reajuste salarial de 6,97% previsto para este ano não contempla a retroatividade à data-base da categoria e sequer recompõe a inflação de 2023.

“Mesmo com o citado reajuste, as perdas inflacionárias, desde 2015, superam 34% de perda salarial. A Aduneb ressalta ainda que em nenhum momento o governo abriu negociação, realizando apenas o que denomina de ‘mesa de diálogo’”, diz a associação, segundo a qual os professores saíram da última reunião com o governo “de mãos vazias”, tendo apenas a promessa de que poderiam apresentar uma proposta de recomposição salarial em novo encontro agendado para a próxima sexta-feira (14).

“O Indicativo de Greve ainda não é uma greve por tempo indeterminado. A pauta aprovada pela assembleia da ADUNEB sinaliza o aumento da mobilização e a disposição da categoria docente em deflagar a greve, caso o governo não apresente resposta à pauta de reivindicações. Agora, após a aprovação dos indicativos de greve na UNEB, UEFS, UESB e UESC, os sindicatos se reunirão para construir as estratégias do próximo período”, concluiu a Aduneb.