Seis em cada dez empresas abertas na Bahia fecharam em menos de cinco anos, aponta IBGE

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Informações do G1

Foto: G1

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que apenas quatro de cada dez empresas abertas na Bahia conseguiram “sobreviver” por mais de cinco anos. No período de dez anos, a média caiu para apenas duas que conseguiram se manter.

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De acordo com o levantamento que analisou a Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo em 2018, das 31.747 empresas que começaram a funcionar em 2008, na Bahia, 21,7% encerraram as atividades antes de completar um ano; 57,1% fecharam as portas antes de cinco anos (2013); e só 21,7% ainda estavam em atividade em 2018.

Os percentuais baianos são menores que os verificados no Brasil e no Nordeste como um todo. O estado tem a 8ª menor taxa de sobrevivência tanto no 1º ano quanto no 5º e no 10º ano de funcionamento.

Abertura de empresas

Além de fecharem as portas, a quantidade de empresas começando a funcionar no estado também demonstrou queda. Em 2018, o número de unidades que começaram a funcionar ou reabriram no estado (35.7178) foi o menor dos últimos dez anos, ficando 3,7% abaixo do registrado em 2017 (37.072 aberturas de empresas).

Assim, a taxa de entrada em atividade de unidades locais empresariais na Bahia foi de 16,3% em 2018, ligeiramente menor que a de 2017 (16,4%). Enquanto isso, a taxa de mortalidade empresarial no estado subiu para 19,4% em 2018 (frente a 16,2% em 2017), com 42.435 unidade locais fechando as portas.

Dentre as atividades econômicas, o segmento de saúde humana e serviços sociais teve a maior taxa de natalidade, no estado, em 2018: 18,2%, o que representou 2.598 empresas desse segmento que nasceram em 2018.

Crescimento por porte

Apesar da queda no surgimento de empresas, de acordo com o IBGE, a Bahia teve um crescimento recorde no número de empresas de alto crescimento.

Empresas de alto crescimento, segundo o estudo, são aquelas que mostram um aumento médio do número de funcionários assalariados. Ou seja, são empresas que crescem em porte.

Em um ano, o total de unidades locais de empresas de alto crescimento Bahia subiu 17,6%, passando de 1.980 para 2.328, o que representou mais 348 unidades locais dessa categoria.

Foi o maior incremento, tanto em termos percentuais quanto absolutos, desde o início da série histórica da investigação sobre empreendedorismo, em 2008.

Brasil

Dentre as 612.954 unidades locais de empresas privadas que nasceram no Brasil em 2008, 18,5% (113.517) morreram antes de completar um ano (81,5% sobreviveram); pouco mais da metade (52,5% ou 321.844) morreu antes de completar cinco anos (47,5% sobreviveram) e 3 em cada 4 morreram antes de fazer uma década (74,7% ou 458.029, ou seja 25,3% sobreviveram).

O estado de Santa Catarina foi o que teve as maiores taxas de sobrevivência empresarial, chegando a 52,8% em cinco anos de funcionamento e a 32,1% em dez anos de atividade.

Já os estados de Roraima e Amazonas, tiveram as menores taxas. Em até quatro anos de funcionamento mais empresas em Roraima fecharam as portas. A partir dos cinco anos, mais fecharam no estado do Amazonas.