Educação e acesso à internet: reflexões sobre desigualdades no ensino remoto

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Dificuldade para tirar dúvidas e ausência de interação social estão entre as limitações do Ensino Remoto/Divulgação/MCTIC

O ano de 2020 trouxe inúmeros desafios em todos os contextos e a pandemia da Covid-19 se transformou em um símbolo da desigualdade em diversos aspectos, tendo grande reflexo na educação. Da noite para o dia, educadores/as tiveram que se adaptar de forma rápida a ensinar e também a aprender dentro de uma nova modelagem de educação mediada pela tecnologia.

Inegavelmente foi necessário inovação e reinvenção para docentes que atuam em todos os níveis de ensino. É importante ressaltar, entretanto, que o ano de 2020 foi um ano que nós, educadores/as, tivemos algumas oportunidades, a saber: acesso às plataformas digitais que utilizam a tecnologia com o intuito de conectar pessoas e promover interações, a participação gratuita em eventos e palestras em várias áreas do conhecimento com grandes nomes da educação brasileira e internacional e também a possibilidade de nos desafiar a lidar com o ensino remoto.

Concordamos que todo o ocorrido e principalmente o desgaste emocional durante aproximadamente dez meses do ano de 2020 não precisava ser de forma tão abrupta, porém toda essa reviravolta no mundo nos permitiu perceber que a formação continuada, a inovação e a criatividade são necessidades urgentes no campo educacional. E quando falamos de formação, nos referimos, também, a especificidade do mundo das tecnologias, afinal o acesso à internet nos possibilita viajar no tempo, no espaço e aprender cada vez mais. Todavia, para isso, é necessário saber utilizar as ferramentas que dão acesso a esse mundo virtual como: computadores, internet e as suas várias plataformas.

Com efeito, 2020 foi também um período de reflexão das inúmeras desigualdades sociais que assolam o nosso país e que estão presentes no campo educacional. Podemos começar argumentando sobre a disparidade de acesso à internet, rede mundial que tem como objetivo interligar computadores para fornecer ao usuário o acesso a diversas informações, pois esta ainda é um privilégio de poucos e tal situação limita a estratégia de ensino remoto oferecida pela maioria dos estados e municípios brasileiros nos levando a um questionamento de ordem social: o que fazer com o acesso limitado dos/das estudantes à internet, assim como a falta de computadores em casa e problemas financeiros de seus pais, em face ao aumento do desemprego da classe trabalhadora?

Ivonete Barreto de Amorim (UNEB/MPIES)
Raiane Cordeiro de Araújo (UNEB/MPIES)

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