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Governo da Bahia firma acordo para gestão da Hidrovia do São Francisco pela CODEBA

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A Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) passou a responder pela gestão da Hidrovia do Rio São Francisco (HN-500) após a assinatura de um convênio entre o Governo da Bahia e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), realizada na quarta-feira (4), em Brasília. O acordo estabelece um novo modelo de administração para a estrutura hidroviária, com vigência de 25 anos.

A iniciativa busca melhorar as condições de navegação e ampliar a segurança do transporte fluvial, criando oportunidades para a retomada da navegação comercial no Velho Chico. De acordo com o Ministério, a medida tem potencial de beneficiar cerca de 11,5 milhões de pessoas.

Com a formalização do convênio, a CODEBA ficará responsável pela administração, operação, manutenção, conservação e restauração da hidrovia. A gestão também inclui a Eclusa de Sobradinho e as Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) contempladas no acordo.

A expectativa é que a estrutura contribua para o transporte de produtos como frutas, grãos, algodão e insumos agrícolas, fortalecendo a logística regional e ampliando as alternativas para o escoamento da produção. O transporte hidroviário também é apontado como uma opção mais econômica e sustentável em comparação a outros modais.

Durante a assinatura, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o novo modelo pretende oferecer maior previsibilidade e segurança para os investimentos na hidrovia.

O governador Jerônimo Rodrigues também ressaltou a importância do acordo para a integração logística da Bahia. Segundo ele, a expectativa é que as intervenções previstas comecem no segundo semestre de 2027, conectando a hidrovia às demais estruturas de transporte, como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Aeroporto de Ilhéus também esteve na pauta

Além da gestão da Hidrovia do São Francisco, a reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro Tomé Franca abordou melhorias na infraestrutura aeroportuária da Bahia.

Entre os temas discutidos esteve a implantação de um sistema de desaceleração de aeronaves, conhecido como EMAS, na cabeceira 29 do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. A tecnologia tem como objetivo ampliar a segurança operacional, especialmente em situações de ultrapassagem dos limites da pista durante pousos.

O acordo para a Hidrovia do São Francisco representa uma nova etapa na organização da infraestrutura de transporte fluvial, com perspectivas de fortalecimento da atividade econômica e da integração regional ao longo do rio.

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